Significado cheio de amor

A teodiceia e o problema do mal e o sofrimento

2020.11.23 17:02 BlindEyeBill724 A teodiceia e o problema do mal e o sofrimento

A teodiceia e o problema do mal e o sofrimento

Necro recentemente postou uma tradução dessa entrevista com Stephen Fry, o tópico subjacente é aquele que chamamos de teodiceia, a defesa da bondade e perfeição divina quanto ao fato do mal e do sofrimento no mundo, primeiramente preciso agradecer ao Necro pela tradução. Espero que consiga trazer alguma luz sobre a perspectiva cristã a respeito, isso é, segundo meu parco entendimento.
Foi postado originalmente em ->
https://www.reddit.com/ateismo_bcomments/jz7a6stephen_fry_sobre_deus_transcrição_e_tradução_nos/?utm_source=share&utm_medium=web2x&context=3
__________________________________________________
Tradução (de Necro):
Entrevistador: Suponha que seja tudo verdade, e você caminha até os Portões Perolados e é confrontado por Deus. O que Stephen Fry diria a ele, a ela ou aquilo?
Stephen Fry: Eu basicamente - isso é teodicee - eu acho que diria; "Câncer ósseo em crianças? Do que se trata? Como você ousa? Como você ousa criar um mundo em que haja tanta miséria que não é nossa culpa? Não é certo, é totalmente, totalmente mal. Por que eu deveria respeitar um caprichoso, mesquinho Deus estúpido e mesquinho que criou um mundo tão cheio de injustiça e dor? É o que eu diria.
Entrevistador: E você acha que você iria entrar?
Stephen Fry: Não, mas eu não gostaria. Eu não gostaria de entrar em seus termos. Eles estão errados. Agora se eu morresse e fosse Plutão, Hades e fossem os 12 deuses gregos, então eu teria mais trabalho porque os gregos eram ..., eles não fingiam não ser humanos em seus apetites, em seus caprichos e em sua irracionalidade. Eles não se apresentavam como sendo oniscientes, sábios, gentis, benéficos. Porque o deus que criou este universo - se foi criado por um deus - é claramente um maníaco, um maníaco absoluto, totalmente egoísta, total. Temos que passar nossa vida de joelhos agradecendo a ele? Que tipo de deus faria isso? Sim, o mundo é muito esplêndido, mas também contém insetos cujo ciclo de vida é para penetrar nos olhos das crianças e torná-las cegas. Eles comem para fora dos olhos. Por quê? Por que você fez isso conosco? Você poderia facilmente ter feito uma criação na qual isso não existisse. Simplesmente não é aceitável.
___________________________________________________________
Ainda que não consiga fazer por hora uma exposição sistemática da Teodiceia, que é um tema, aliás, muito difícil, não só intelectualmente, mas existencialmente, pois o sofrimento humano merece muito respeito, pondero, porém, o seguinte:
1-Quantos às representações:
1.1- As descrições são simbólicas, servem de facilitador à inteligência, o literalismo não é uma posição aceita e defensável em todos os casos. A vida no post-mortem (os ateus deverão perdoar-me a expressão) é um problema seríssimo, não tanto quanto a sua possibilidade, mas à sua natureza. As expressões simbólicas, portões, cidades, ilhas, são imagens que tentam apreender algo dessa existência, o raciocínio é mais ou menos o seguinte: -As explicações surgem da apreensão de uma unidade subjacente à multiplicidade, isso também servia no plano das qualidades, dos conteúdos da consciência (que são negados por princípio pela cosmovisão moderna-científica como meramente subjetivos, só o quantitativo seria real propriamente, os antigos consideravam o belo e o bom como conteúdos objetivos), ora, logo chegaram à uma intuição de um Princípio, uma unidade última. Isso conjuntamente acontecia com uma apreensão simbólica do real (a inteligência não consegue prosseguir claramente sem o auxílio de imagens), da mesma forma que a luz do Sol ilumina todas as coisas esse Princípio dá inteligibilidade (analogicamente visibilidade) à todo o real (todo o mundo, como Sol faz), o oceano, por exemplo, possui a insinuação do infinito, etc. Ora, são formas de se aproximar imageticamente de uma apreensão confusa que só adquire um desenvolvimento mais claro na filosofia (pensemos primeiramente aqui na filosofia grega), três processos devem ser aplicados para se ganhar inteligibilidade aqui, uma "desantropomorfização" (ou seja, mostrar que o Princípio se diferencia do humano, essa confusão é fácil de se fazer porque o ser humano é bastante peculiar no kosmos), e uma "desimagetização", distanciar o Princípio das formas simbólicas usadas para apreende-lo confusamente, é o método apofático que em Aristóteles se encontra na teoria da abstração e em Platão no método aferético, essa conquista na inteligibilidade do Princípio é incorporado no Cristianismo, por absorção histórica, e pela própria Bíblia, igualmente houve um esclarecimento quanto às consequências lógicas do Princípio, não tenho palavras, criarei uma, "principiação", ficou claro que o Princípio tinha de ser único, é o Uno de Plotino, o Bem de Platão e o Motor Imóvel de Aristóteles (a réplica, o que causou a causa primeira? seria recebida com uma risada por todos esses filósofos), essa tensão politeísmo x monoteísmo estava implícita mesmo dentro de politeísmo, como se vê na própria mitologia grega, com alguns mitos, para não entrar em mitos específicos fiquemos com o fato da Hierarquia do Olimpo e o próprio fato simbólico de existir uma Teogonia, uma história dos surgimento dos deuses, fato que aponta à um Princípio. Ora, a forma literal não pode ser usada, assim, como argumento contra a inteligibilidade do afirmado, pois o que se busca apreender não é uma semelhança literal que as palavras não sejam semelhantes não se significa muito, é claro que haverá variáveis culturais, a questão é que o discurso nunca esgotaria, por definição, o assunto qual se trata, todos estão quase na mesma pindaíba quando o assunto é se tratar do Princípio (claro que isso tudo é absurdo se se parte de prima da cosmovisão moderna, mas isso é tópico de metafísica, por hora, só estou dando uma introdução). A dificuldade de inteligir o Princípio é tema famoso da filosofia, não só antiga, mas moderna (vide algumas reflexões de Wittgenstein), vejam porque, se um mesmo princípio explica os aspectos quantitativos e qualitativos do real, é claro que não pode ser nem completamente quantitativo nem completamente qualitativo. Todo meu intuito aqui é mostrar por onde se vê o quão baixo é o buraco, pois a questão é esta, o "buraco é mais embaixo", os antigos também distinguiam entre intellectus e ratio, a inteligência enquanto articulação discursiva e inteligência enquanto apreensão intuitiva, o moderno acaba pensando muito na ratio, a intuição não é a mesma coisa que a ratio, meio que é a diferença entre “demonstração” e “mostração”. Coisas simples se encontram aqui, por exemplo, árvores sagradas, vacas, a questão é que um simbolismo é aceito como sagrado em determinada comunidade por uma semelhança analógica com o Princípio, dá para se dizer que tudo tem um certo aspecto analógico, é algo que se deriva de uma postura social quanto ao sagrado e sua expressão simbólica, nada aqui de absurdo a não ser, é claro, que se analise a coisa por uma perspectiva completamente diversa da clássica (todas as coisas terem alguma forma de analogia é o que São Tomás de Aquino chamava de Analogia Entis)
1.2- Faço essa crítica das representações porque me parece um pouco de retórica tirar sarro das expressões religiosas, o que não me parece muito produtivo (é claro, os religiosos cometem os mesmos equívocos muitas vezes, não to aqui para dizer quem é concretamente o melhor), por exemplo, falar “e fosse Plutão, Hades e fossem os 12 deuses gregos”, acaba caindo numa confusão que eu penso ter esclarecido um pouco no parágrafo anterior, mas pelo menos é algo mais próximo da verdade, e isso um cristão pode facilmente admitir. Outro equívoco um pouco maior de representação é confundir a ideia de “Deus”, “deuses” com seres imaginários como unicórnios e dragões, ainda que exista algo de analogia sempre possível, pensar em “Deus”, “deuses” como categorias puramente imaginárias é um tanto confuso, a imaginação pura não tem nada a ver com toda essa discussão acerca do Princípio, do simbolismo, etc, nossa consciência tem uma certa “intencionalidade”, o que uma pessoa intenciona ao falar dos deuses não tem nada a ver com a intenção subjacente à uma pessoa que cria imagens arbitrárias em sua mente, claro, nenhum dos dois tem meios de prova empírica de acordo com o método científico, e por tomarem ambos nesse aspecto que partem do pressuposto que são iguais, mas isso é um pressuposto que na cosmovisão clássica soaria muito frágil.
1.3- Outro tópico paralelo é o da complexidade da Bíblia (me parece que isso pode ser levantado) , porque o discurso não é mais claro? Ora, não seria pretensioso crer que a Bíblia tenha que ser um livro escrito segundo uma cosmovisão que só viria a existir mais de mil e quinhentos anos depois? Ela não parece contraditória simplesmente pela perspectiva qual adotamos? A filosofia clássica , por exemplo, tem em seus textos um princípio não de informação, mas de formação da alma (isso foi percebido justamente a partir da percepção das contradições do pensamento clássico), a ideia não era transmitir uma doutrina, mas realizar a elevação do aluno ao bem, a Bíblia não pode um princípio semelhante? Ela tem de ter uma linguagem simples e simbólica, ademais, sua contradições podem ser remetidas à complexidade mesma do Princípio, é claro, muita das alegadas contradições podem ser resolvidas com o uso da razão, pela meditação no Princípio e pela análise do mundo natural (o que não significa necessariamente a análise científica, falo da análise a partir da razão natural, que é basicamente toda inteligência do homem sem necessidade de uma Revelação), o mundo natural é uma espécie de outro livro, pois também escrito analogicamente por Deus. Na própria filosofia grega se vê que muitas vezes é mais o Princípio que se revela do que nós que o alcançamos (penso em Plotino principalmente, mas se vê antes), a ideia não era absurda na cosmovisão clássica justamente pela consciência que tinham disso. É claro, não estou nem arranhando a questão, eu só to dando os primeiros lampejos necessários à inteligibilidade do problema. Ver por exemplo a ideia de “portões perolados” com a ideia bíblica de que ninguém viu o que espera a alma no paraíso, são contraditórios, mas se apreende algo quando se considera a tensão entre simbolismo (portões perolados, algo belo que simboliza a passagem) e ninguém jamais viu (precisão inteligível, pois quebra o vício representacional comum).
2.Quanto à questão mesma, o mal e o sofrimento;
Nunca me estenderia o suficiente nesse tópico, o que eu posso oferecer são lampejos da visão comum somados às minhas próprias perspectivas, fundadas no que eu sei de Teodiceia. Me concentrarei num breve trecho, e devo dizer que esse tópico é bem mais complexo do que o anterior:
“Porque o deus que criou este universo - se foi criado por um deus - é claramente um maníaco, um maníaco absoluto, totalmente egoísta, total. Temos que passar nossa vida de joelhos agradecendo a ele?”
Fry esta, sem dúvida, no caminho certo, esta realizando, quer queira quer não, um esclarecimento, pois reconhece uma contradição na natureza de Deus, está fazendo uma crítica, ainda que errada, a partir de um conceito correto de Deus, Deus se existir tem que ser perfeito, pois é Princípio, mas o mundo não é perfeito, é mal, o criador (na filosofia clássica diriam o demiurgo) deve ser mal, logo, Deus não existe, pois não pode ser perfeito, nem ao menos bom. É verdade que se Deus é um maníaco ele não é Deus, a não ser que estivéssemos num mundo fictício onde tudo esteja invertido, como nas histórias de terror de Lovecraft, os nos desvarios gnósticos. E se o mundo for realmente mal temos um problema. Existem algumas coisas que devem ser ditas:
-O mundo ser perfeito não implica que picanhas assadas deem em árvore, que tenhamos uma vida eterna sem nenhum risco, estaríamos agindo assim como crianças mimadas, e isso seria uma corrupção à nossa própria existência, a situação do mundo atual jamais fez com que os filósofos clássicos deixassem de cantar elogios ao Logos de todo o universo, por que?
-Para que o ser e não o nada, por que o Princípio engendraria o kosmos? É um ato de expansão (digo, é claro, num sentido muito limitado, o discurso Teológico não é a mesma coisa que a Lógica de Theos, que escapa por definição de toda criatura), transbordamento, não é um ato de fechamento egóico (é um ato de amor, eis a analogia suprema de Cristo), se fosse egoísta não teria criado nada, querer um mundo perfeito para nossos desejos é simplesmente realizar um fechamento, na perspectiva cristã e do pensamento clássico o que temos que fazer é abandonar a ilusão de querer que o universo se dobre à nossa vontade (isso não é uma crítica à ciência, não enquanto ela seja um desejo de compreensão autêntico, na modernidade há, de fato, um interesse na dominação, conhecimento é poder, como disse, se não me falha a memória, Francis Bacon). Mas para que abandonar o prazer? Por uma alegria maior que se encontra próxima do Princípio, origem de toda alegria e bem e prazer, para alcançá-la temos que realizar uma espécie de Imitatio Dei, imitação de Deus, do Princípio, em seu transbordamento amoroso. Que prazer e que alegria são esses, são ilusões post-mortem? Promessas vazias? Esse aqui é outro ponto da experiência religiosa, um tópico que eu preferia abordar numa exposição mais avançada, de um lado a experiência é simbólica-lógica (por simbolismo e aproximação noética do Princípio) por outra ela é de certa forma unitiva e extática, essa experiência é como se fosse uma “amostra”, mas ela não se insere nas experiências tidas como válidas nos experimentos científicos. Por exemplo, da mesma forma que o avanço e a comprovação de alguns aspectos da física quântica exigem laboratórios milionários, que realizam experiências de ponta e conhecimentos matemáticos avançados por parte dos físicos para serem interpretadas, existem experiências espirituais extraordinárias, que se dão em situações extraordinárias (p.ex, em mosteiros, com santos, etc), da mesma forma é construída uma relação de confiança com os dados obtidos pelos laboratórios e pelos membros dessa tradição (o físico quântico se aproxima da verdade da matéria, o místico do Princípio, de forma que a comum das pessoas não conseguem alcançar), relação de confiança entre esses membros e demais pessoas que assentem à essas tradições, nestes termos sociológicos-analógicos, são o mesmo, mas nem toda experiência desse tipo se dá numa “elite espiritual”, existem experiências extáticas em situações extremamente prosaicas, elas estão muito próximos das experiências estéticas (da arte), mas esse tópico é muito complexo.
-Então, da mesma forma que crianças mimadas acabam se tornando pessoas infelizes e superficiais, um mundo sem sofrimento nos levaria à superficialidade e ao desespero (aqui podemos pensar na narrativa simbólica do Éden, podem querer conversar sobre a árvore do conhecimento, mas por hora escapa ao tópico). O sofrimento não é, igualmente, a mesma coisa que desespero, que não raro está vinculado ao fechamento da consciência à um sentido que ultrapassa toda nossa miséria, Viktor Frankl, criador da logoterapia, teve grande parte de seu insight quando se tornou prisioneiro num campo de concentração alemão, ele se perguntou o por que algumas pessoas ficavam depressivas enquanto outras permaneciam sãs e, em certa medida, eram felizes? Elas encontraram um sentido (a logoterapia enfoca a questão do sentido e sua relação com a psiquê). O sofrimento serve para ser aliviado, pela Imitatio Dei e o sofrimento em nós mesmos tem um sentido também espiritual. Isso tem tantas analogias e semelhanças com a cosmovisão clássica que eu me estenderia demais se as deslindasse.
-Agora, o sentido espiritual do sofrimento não significa que devemos chicotear nossas costas e que eu to dizendo que compreendo o porque crianças nascem mortas e tanta desgraça há no mundo! Longe disso. Agora, se sabemos que a morte e essas coisas são um mal deve-se ao fato de que reconhecemos pela própria inteligência que a existência é um bem, é daí que se dá o próprio absurdo de sua perda, sem isso a apreensão do que dizemos se torna ela mesma absurda. Obviamente não sou um otimista num sentido ingênuo como satirizou Voltaire na famosa sátira (Cândido), o que possuo é uma espécie de otimismo ontológico, a aceitação do argumento pressupõe uma distinção entre nossa experiência psicológica e a estrutura do real, e que deve existir, por ser bom, um esforço consciente de adaptação da realidade psicológica à realidade mesma.
-E aqui repetirei uma reflexão que compartilhei anteriormente e ecoa a posição clássica sobre a prioridade ontológica do bem sobre o mal. Se só pode o mal existir como sombra de um bem, de forma que só podemos sentir fome pelo fato primeiro de termos o bem maior de existirmos e termos, primeiramente, uma barriga, devemos dizer mais, com Dickens, que “a dor de partir não é nada em comparação com a alegria do reencontro”, que a dor da fome é infinitamente menor do que o prazer de comer, que a própria morte pertence à dialética de nosso encontro conosco, que a própria privação não existe per se. O que devemos admitir, então, é uma terrível verdade, a que o próprio sofrimento é não tanto uma ausência da felicidade, mas é a própria felicidade de existir, e que somos nós que não compreendemos o verdadeiro significado da felicidade intrínseca à toda existência qual incluí, em si mesma, o que convencionamos chamar de sofrimento. Dizer que a vida é sofrimento seria o mesmo que dizer que quando jogamos um feixe de sombras criamos a luz por consequência. Tudo que se vê no fim é a própria luz. Se o abismo parecesse estender-se ao infinito, ainda assim seria a gotícula de luz que traria a ele visibilidade , e sobre ela jamais o veríamos triunfar.
-A justiça desse mundo depende do post-mortem, da questão da imortalidade da alma que, para os antigos e os cristão, é algo que se intui, ainda que confusamente, da seguinte forma, a ordem no kosmos é imaterial, pode-se pensar nas leis da natureza, como a compreenderíamos se não tivéssemos uma parte imaterial? Não é absurdo crer que perdure tendo em vista a duração dos fenômenos naturais. É claro, longe de mim discutir isso agora, e nem estou argumentando, estou citando um ponto en passant.
Por fim, dizer “temos que passar nossa vida de joelhos agradecendo a ele?” é realmente absurdo, tendo-se em vista que ele é o Principio por detrás do andar das próprias pernas. Próprio Princípio da inteligibilidade e da criatura mesma que, intelectual, espanta-se com o mal e busca remediar as moléstias deste mundo.

É isso, qualquer consideração, opinião, acréscimo, correção, é só mandar. Abraços a todos.
submitted by BlindEyeBill724 to ApologeticaCrista [link] [comments]


2020.08.15 18:37 Lucas_D_Soares Os Dois Lados da Mesma Moeda...

Fala seus lindos, maravilhosos e cheirososo cheios de amor, muito importantes para todos. MInha internet caiu e decidi escrever um pouquinho, espero que gostem e reflitam talvez.
Eu noto algumas coisas sem sentido às vezes, mas que depois tem muito significado.
Se quiserem me avaliar, fiquem a vontade, aberto a criticas.
Os Dois Lados da Mesma Moeda!
Que vivemos em uma sociedade capitalista, isso não é novidade para ninguém, mas os efeitos, sejam bons ou ruins, não serão sentidos por todos, isso é um fato. Quero compartilhar algo que notei e como uma palavra que grande parte daqueles que vivem no meio de tal sistema nem sabem o que é influência tanto nas vidas e criação das pessoas, como um todo. Às quintas-feiras tenho trabalhado como ajudante numa pequena barraca de temperos. É uma feira noturna, a maioria dos produtos lá vendidos são churrascos, pasteis, bolos, doces, e algumas bijuterias etc. Algumas vezes ela está sem movimento e outras, algumas barracas faltam, às vezes. E foi no lugar de uma barraca de doces, que se estabeleceu um trio de crianças: dois garotos e uma garota. Um dos dois meninos era provavelmente o mais velho dentro do grupo, talvez tinha uns 12 a 13 anos; a menina por sua vez deveria ter uns 10 a 11; quanto ao caçula, no máximo uns 8 anos. Esse infame trio, como todos os outros adultos ali presentes, queriam vender seus produtos: maçãs do amor, espetos de morango banhados em chocolate e algumas balas de menta, aquelas verdes de goma, vendidas num saquinho bem pequeno, com certeza eles tinham concorrentes! Eles ficaram estacionados ao lado duma barraca de frutas, utilizando caixotes do vizinho como mesa e cadeira. Sinceramente, se venderam 10 coisas de suas caixas de isopor fora muito, mas ali ficaram até umas 22h. Do lado oposto á eles, a barraca vizinha há minha, o nosso companheiro de feira vendia brinquedos, que era para aqueles três, e para todas as crianças que passam por lá, algo lindo e fantástico de se apreciar. Mesmo gritando(ou melhor, tentando), para chamar a atenção de seus possíveis clientes, vira e mexe seus olhos iam de encontro aquelas obras de plástico que continham luzes e sons atraentes a todos. Um olhar de desejo, e desejo distante. No mesmo lado em que se encontravam, um pouco mais longe tem uma imensa barraca de churrasco, e meu povo, parece que ninguém mais se importa com Covid, seja 19 ou 1000. Durante aquela noite, mais uma família chega ali para comer algo que pode ser feito em casa com segurança e conforto. Eram dois casais: O pai e a mãe, e dois filhos, os quais aparentavam ter a mesma faixa etária que os dois mais novos vendedores de doces. Esse par de bem-vestidos, enquanto seus pais estavam na mesa aguardando seu pedido, foram visitar o “parque” de brinquedos chamativos, na esperança de levar alguns para casa. Eles eram iguais aos que estavam do outro lado com o mesmo desejo, porém, esses, nem gastavam os esforços de visitar a barraca, pois sabiam que nada levariam dali, seria inútil desgastar mais ainda seus chinelos de tamanhos desproporcionais a seus pés ou arriscar rasgar suas roupas que, muito provavelmente, outrora, pertenceu a outro dono. Escrevi tudo isso para chegarmos nesse ponto: dois pares de crianças; com quase as mesmas idades; dos mesmos sexos; no mesmo lugar;. um par observara tudo aquilo de longe, enquanto o outro tocava e experimentava todos aqueles brinquedos chamativos; um tinha certeza de que não o teria, o outro gritaria para seus responsáveis na grande possibilidade de obter; os mesmos desejos, oportunidades e vidas completamente diferentes. Apesar das igualdades, a quantidade de papel vindo de uma fabrica dum lugar que poucos sabem onde fica, determina seus destinos, suas vidas, seu crescimento, tudo... Eu só tenho a agradecer a Deus por poder hoje ter um celular e um computador para passar esta informação, pois apesar de tudo o que somos ou o que queremos ser, o dinheiro que determinará o quanto teremos que nos esforçar para conquistar o que queremos, que horas iremos chegar em casa, que horas acordaremos, atrás de qual volante iremos ir ao trabalho ou ir passear, tudo isso que foi definido por pessoas que nunca falamos, que só conhecemos por vista na internet, televisão ou livros de historia. Um dia um homem depois de perceber que tinha muita comida, decidiu fazer trocas, depois outro decidiu vender, e esses homens que só Deus sabe quem são definiram o nosso hoje, definiram por onde você lê isso, definiram até as amizades e felicidades que você tem e compartilha. No mover e no falar de um homem, muitas vidas perecem e nascem, tem sucesso ou fracasso, naquilo que você escolhe fazer, o mundo todo pode mudar. O mundo esta em nossas mãos, basta move-las para o lugar certo que encontraremos a felicidade ou tristeza, o sucesso ou fracasso, nossos sonhos ou mortes...
submitted by Lucas_D_Soares to desabafos [link] [comments]


2020.02.27 15:36 K1NGW Os filhos do átomo

[Então, essa é minha tentativa em fazer um poema longo, similar à, por exemplo, "A máquina do mundo" de Carlos Drummond de Andrade ou "O uivo" de Allen Ginsberg. Gostaria de, realmente saber o que vocês pensam desse poema. Tenho tentado publicar recentemente, sem sucesso e penso em desistir de tentar publicar e guardar meus contos e poemas apenas numa gaveta de meias, então digamos que esse poema é minha última bala para ver se eu tenho um pingo de talento e/ou habilidade ou se é somente um devaneio da minha cabeça em ser um escritor. Desde já, agradeço a atenção e foi mal pela introdução medíocre kkkkk]
I-Letreiro
As armas e barrões assinalados,
que ficam em suas salas de cristal
no topo do montes de concreto
sitiados pelas lâmpadas foscas
Às ninfas e sereias torpes,
que se embrenham pelo lodo
dos igarapés e rios
encharcadas do fedor de dejetos
Altos senhores do mundo moderno
com suas salvações enlatadas
soluções alienantes e
verdades incompletas
Permitam-me que o furor e o ardor
que da minha mão ferve em turbilhão
No papel, queimando, da caneta
Em ardis dobras, concedei-me
Ó senhores da fama e do prazer
que preenchem nossas vidas vazias
a habilidade de cantar
Maldita sina, ser o cantor e companheiro
de meus semelhantes
que vivemos cercados
pelos outdoors
que vamos ao cinema ver heróis
que nos perdemos em noites de garrafas
nos embriagamos no amor e ideias
que levamos os dentes arregalados na face
Estrelas mudas! Sejam as testemunhas
de nós, filhos do átomo e da eletricidade
nós, zumbis luminescentes, nada temos
nada buscamos, nada lutamos
mas o ideal está cravado no peito!
Com tinta de um estúdio de tatuagens podres
Canto o mundo que descende dos Césares, Einstein, Napoleão e Hitler
Os ódios que se mesclam ao amor
Ó leitor, seja tu, meu mais fiel inspetor
Observe os campos encharcados de fluidos
as mulheres sem amor
e os homens na guerra
e o humano sem choro
onde somente há a peste e a infelicidade
Veja! Não se esconda, jamais se esconda
Onde há infelicidade, há esperança
Vamos! Meu confidente mudo,
acompanhe-me pelos caminhos que
nós todos caminhamos!
II- Luzes faiscantes
Pulavam milhares ouvindo
ignotos, inconscientes, felizes
Ouça, ouça... dance, dance
As águas da esplanada se amontoam
o sêmen se mistura ao sangue
Do peito, a tosse nasce
A polícia invade a festa
Cacetes, nas mãos com armas
o sangue escorre
a fumaça sobe
é noite dia!
A hora do demônio
A hora sem fim ou começo
As mulheres e os homens se amontoam
numa orgia primordial
ritual para a gestação da nova geração
nascerá os super-homens!
Ainda que nasçam deformes e azulados
Mutilados pelas gravatas e togas
pelos livros que não lhe motivam
Obrigados a ler!
A leitura que um dia será banida
dizem futurólogos
apenas, conforta a alma, o prazer,
desses seres humanos
que se enfiam em escolas e faculdades
imersos em falsa vontade de conhecimento
guiados pelo prazer
do entorpecimento, do gozo e do ócio
fornecido pelo anseio do barão gordo
cheio de cédulas
Chega! Chega!
Liberdade! Abaixo aos barões
derrubemos os museus e os ídolos do passado
iremos criar novos museus e novos ídolos
tão banais, fúteis e sem significado
e nós, filhos do átomo, viveremos felizes
em meio a beijos e sorrisos
com o pobre abraçado ao rico
o feio, ao bonito; o côncavo ao convexo
e seremos tão cegos e felizes
como nossos antepassados
Traremos a eletricidade e a civilização
aos animais!
Seremos, nós, imortais
guiados somente por nossos anseios e desejos.
III- O louco do mercado
Por corromperes a juventude
és condenado a beber cicuta
não temam, não temam
Amai seu destino!
O caminho que tomas é feio
é uma prensa contra todos aqueles
Corruptor? Sim, o és.
afinal que mais pode ser?
Tu mesmo sendo filho do átomo
grita, esperneia, clama
por algo que não é uno
Onde há felicidade nisso que tu gritas?
Que vida há em ter os olhos abertos como o tens?
Ó grande vidente, as dores e o sofrimentos são muitos
Os risos e felicidades são a única solução
Fáceis, estupidamente fáceis de se conseguir
os líquidos, as seringas, as fumaças simples...
Quando não o contato, o rosto, o prazer
isto é a solução para toda a minha dor, ó profeta!
Nós, filhos do átomo, assim como nosso pai
somos divisíveis ainda que dito indivisíveis
Embreamo-nos pelas ruas sujas e fedidas
na qual os anjos bêbados dormem sobre o papelão
Façamos a revolução! Lutemos, lutemos
Nós que vivemos na eternidade do tempo dos alarmes
livres, tão livres que somos presos
amordaçados, alienados
Que nos importa as ciências e os deuses?
As esfinges dos clubes de luzes nos satisfazem
Os sarcófagos da manhã seguinte nos satisfazem
O papel com o selo nós satisfaz
ignorantes como o somos, nós nos alegramos em ser ditos mestres
Mestres da saúde, da engenharia, das leis
Mestres dos prazeres, da guerra e da revolução
Ó, louco do mercado, com essas chagas que trago
por que os filhos do átomo devemos sair das casas adornadas
nas verdades que construímos para unificar nosso ego e justiçar nossos olhos fechados?
Ó, Louco do mercado, por que carregas essa lanterna?
Busco aqueles que enxergam, ó poeta!
Tu que cantas o novo milênio e sua geração
és mais filho do átomo que todos!
dividido em trazer o mundo que vês e sentes
ou trazer o mundo que pensas e refletes ...
Onde estão seus oximoros?
Tu que somente vive pelas palavras
busca liberdade, mas encontra correntes nas palavras
Se minha vida se torna morte
e minha morte se torna vida
para seus companheiros
Ó, filhos do átomo, se preferem ficar em suas casas de efemeridades
Embebecidos de dinheiro, sexo e álcool
vivam por suas escolham...
enganem-se sem justificativa
assumam seu anseio de fuga irreal
viagem para as terras da fantasia
para o mundo de heróis
criem suas utopias
e vivam do ópio e do gozo
Ó, louco do mercado, porque justo eu?
Por que tu és o poeta!
Tu deves escrever!
E agora?
E agora?
é chegada a hora de partirmos,
eu para a morte,
vós, filhos do átomo, para a vida.
Quem segue melhor destino,
se eu,
se vós,
é segredo para todos,
exceto para a divindade.
IV- A máquina de loucos
E como eu palmilhasse vagamente
Por uma estrada de concreto seco da cidade
eu vejo as almas do purgatório
que viagem de São Paulo ao Rio
embebecidas de Omeprazol
Rodopiantes em círculos do metrô
com suas gravatas abotoadas
seus jalecos brancos embaixo do braço
suas esperanças e sonhos enfiados numa maleta
considerar-se-ão felizes pelas noites anteriores
presos a sua rotina maçante e normal
que podem jamais ser julgados por viver dessa maneira
Os tapas na costa e os pedaços de latas enfaixados são suficientes
Eles adocicam as mínimas vitórias que elevam como vitórias de César
Confesso que deveria estar alegra, mas eu acho tudo isso uma grande piada
E se todos acreditam que ser um
médico, policial, padra, engenheiro ou advogado e escrever posts na internet
basta para melhorar o nosso belo disfuncional quadro social
vida? Essa é a vida que o louco falou?
Não, não, basta, basta
Basta de palavras
Botões aqui
Doenças para lá
Sorrisos vendidos em camelôs
Preconceitos destilados em igrejas
Alegria entorpecida aceitada pelos filhos do átomo
Eu que tomos a caneta em meus dedos na hora violeta
no momento que lua e sol compartilham o céu
me sinto enojado da putrefação
não me resta nada para cantar
eu que não sou do mundo
eu que não sou do além-mundo
eu que não sou nada
eu que sou filho do átomo
mas eu não sou filho do átomo
eu que não sou outra coisa senão poeta
De que me serve essa caneta?
Basta.
Devo eu ser o louco...
Todos caminham na multidão
eu que devaneio em me desviar
Estarei com todos no leito dos mortos
Incompreensível, eu caminho
Estarei com todos no leito dos mortos
Motivos e filosofias morreram
Estarei com todos no leito dos mortos
Vida vivida tão simples e agonizante
Estarei com todos no leito dos mortos
Maldito pensamento que brota em mim
Estarei com todos no leito dos mortos
Silêncio, mente!
Estarei com todos no leito dos mortos
Maldito mundo, por que um dia nasci para vê-lo?
Estarei com todos no leito dos mortos
Mundo cinza e torpe, por que decido cantá-lo
Estarei com todos no leito dos mortos
Minha sanidade se esvai em palavras
Estarei com todos no leito dos mortos
Bendito será o dia em que estarei com todos no leito dos mortos.
submitted by K1NGW to rapidinhapoetica [link] [comments]


2019.12.23 17:46 cartascompedro Simpatias de ano novo

Todos os anos, durante o réveillon, Muitas pessoas fazem algum tipo de magia, ritual ou simpatias de ano novo para trazer boas vibrações para o próximo ano.
A ideia é entrar com pé direito no ano que se que se inicia, e o ser humano através da magia das simpatias conseguem construir pontes mais sólidas para ter fé em suas intenções e projetos, e acredite, isso ajudo muito!
Uma coisa que sempre falo, intenção é tudo dentro da magia e da espiritualidade...
2019 passou voando, Alegrias, tristezas, conquistas e frustrações fazem parte de um ano marcado por diversas batalhas, não podíamos esperar menos de um ano com a energia de Ogum.
Vivenciamos o período que se encerra o ano uma ótima oportunidade para rever o ano que passou: as coisas boas e ruins, os acertos e erros e o que é necessário melhorar e manter. Mas, principalmente, fazer novos planos para um novo ciclo que se inicia.
As simpatias de ano novo são muito procuradas, pois todos nós queremos ter um ano feliz cheio de fartura seja na saúde ou financeiramente, não é verdade?
Como diz o velho ditado: Ano Novo, vida nova! E é exatamente por isso, que hoje trago algumas simpatias infalíveis para entrar com o pé direito no ano de 2020.
É necessário que tenhamos em nosso coração o profundo desejo de que o Ano Novo seja diferente, coroado por muita paz, amor, fraternidade, comunhão, saúde e felicidade.
E claro...
É necessário ter fé, é necessário pedir a Deus que tenhamos coragem e força para fazermos todas as mudanças necessárias para que o ano vindouro traga mudanças imensamente positivas na sua vida.
Vamos às simpatias para ano novo?
Simpatia de ano novo para ganhar dinheiro em 2020
Chupar sete sementes de romã na noite do ano novo de 2020 e guardá-las, Lembre-se de embrulhar as sementes de romã em um papel e guardar esse pacotinho na carteira ao longo do ano de 2020;
Não deixe de comer lentilha na ceia ou no réveillon, além de nutritiva, é tradicionalmente tida como um imã de prosperidade;
Lembre-se de espalhar alguns punhados de arroz por todos os cantos da sua cozinha (afinal é dentro dela que se encontra sua prosperidade), Enquanto espalha o arroz cru, mentalize o seu desejo de prosperidade e fartura. Não esqueça de retirar o arroz no dia 6 de janeiro, (Dia de Reis), e colocar em uma planta que cresça bastante, para que sua vida cresça junto !
Uma forma fácil de atrair dinheiro é com o próprio dinheiro, como diz o velho ditado, dinheiro atrai dinheiro, coloque uma nota de dinheiro dentro sapato para passar a Virada.
Escolha uma roupa amarela para a ceia, o amarelo é a cor da fartura.
Veja também: significado das cores para o ano novo
Simpatias de ano novo para ter sorte no amor em 2020
Compre um quartzo rosa e no momento da virada segure-a colocando todas suas intenções e desejos de realização no campo amoroso, No dia 1º deixe a pedra ao sol, recolha antes do sol ir embora e deixe próximo da sua cabeceira de cama. Anote o nome dele ou dela sete vezes em um papel e guarde-o no sapato do pé esquerdo. À meia-noite do dia 31, bata o pé sete vezes no chão, repetindo o nome dele a cada pisada;
Coloque algumas pétalas de rosas vermelhas junto com algumas gotas do seu perfume favorito e uma colher de sopa de mel. Misture em dois litros de água fervente, coloque em um recipiente de vidro e espere esfriar. Coloque agora as pétalas de sete rosas vermelhas e jogue a mistura do pescoço para baixo antes do banho, pedindo que um amor verdadeiro apareça para você. Tome banho normalmente e não conte a ninguém que fez a simpatia;
Lembre-se que se quer ter sorte no amor no ano de 2020 a primeira pessoa que você deve abraçar para dar feliz Ano Novo deve ser do sexo oposto;
Use roupas íntimas novas durante a virada. De preferência nas cores rosa ou vermelha.
Simpatias de ano novo para ter Saúde em 2020
Na manhã do dia 31 de dezembro, separe um punhado de folhas de eucalipto, melissa e hortelã. Lave-as bem, ferva em dois litros de água e coe. Quando estiver morno, depois de tomar banho, jogue essa água no corpo do pescoço para baixo dizendo: “Ano Novo, novos tempos. Que a saúde boa venha e, com alegria, que Deus a tenha”.
Enxugue-se com uma toalha branca e continue usando-a normalmente. Se quiser, jogue as sobras do banho em um jardim florido;
Use roupas verdes na festa de Ano Novo.
Simpatias de ano novo para boa sorte em 2020 Coma 12 uvas
Na Espanha existe um tradicional costume de comer 12 uvas nos primeiros segundos após a meia noite do dia 1º de janeiro. Os espanhóis acreditam que esse ritual traz boa sorte.
Antigamente as uvas eram comidas junto com cada badalada da meia-noite, mas como atualmente é difícil encontrar igrejas que mantenham essa tradição, os “fiéis” criaram adaptações. A mais comum é comer uma uva por minuto.
Simpatias de ano novo para resolução de problemas
Colocar fogo nos problemas. É bastante simples e muito se assemelha a um ritual de banimento. Anote em um papel tudo de ruim que aconteceu em 2019. Quando terminar, basta colocar fogo nesse papel, pedindo ao universo que faça o banimento de todas as energias que te bloquearam.
Simpatias para o ano novo de 2020
Simpatias populares
Se o seu objetivo é viajar muito, durante as primeiras horas desse novo ano, Faça as malas, sente perto dela e intencione, quando e onde em meditação.
Lembre se das cores das peças intimas que vai utilizar, este é um dos rituais mais comuns da virada do ano. Seus objetivos podem ser alcançados através da cor de sua lingerie. Atraia o amor com uma lingerie vermelha ou saúde com uma calcinha verde. Mas não se esqueça, seja qual for a cor, você deve usar peças íntimas novas.
Afaste qualquer tipo de energia negativa, azar, invejas e mau-olhado, vibrando muito ! Durante os doze primeiros minutos do Ano Novo faça muito barulho: grite, toque algum instrumento musical, toque sinos, enfim…
Para ter um ano doce, exatamente à meia-noite, coma um doce com bastante açúcar (caso você não tenha problemas com a glicose).
Espero que tenham gostado e não esqueça de compartilhar com as pessoas que você quer ver bem em 2020
submitted by cartascompedro to u/cartascompedro [link] [comments]


2019.11.22 08:14 luvdeluxe02 Atomic

Vou sossegado e assobio na madrugada fresca indo comprar cigarros na padaria 24 horas do bairro. O silencio faz eu entrar em contato comigo mesmo como se já não estivesse o tempo todo. E observando as ruas vazias eu percebo que estou cheio… de vida. As palavras já não suportam mais o significado do que sinto. Antes tudo isso era concentrado no meu pinto mas em algum momento do tempo espaço houve uma explosão nuclear dentro de mim e apenas esse corpo já não dá mais conta sentir toda a intensidade do que é viver.
Pedalo na busca pelo esvaziamento de significados. Meditação, sexo, música, açúcar qualquer coisa que me deixe viciado. Meus amores platônicos que tento não pensar sobre, não mais por medo do possível mas pela impossibilidade que o romantismo impõe a pessoa amada. Conto estrelas nascendo toda vez que ela sorri mas meus pés estão sempre no chão, na raiz do que eu espero conseguir.
Quero prosseguir com o texto mas não encontro história para contar além da atmosfera em que seu nome tem orbitado dentro de mim. Vou tentar falar da coruja em que vi passando por sobre minha cabeça mas saibam que provavelmente vou terminar falando de como eu queria que minha cabeça estivesse sob a saia dela. E não vejo problema algum nisso. O maior problema novamente é o romantismo que nos veste uma capa de ilusão e não nos deixa ver a realidade que me impossibilita de estender a mão até o meu desejo fugaz.
Chego na padaria e peço um maço de cigarro. Olho para o lado e vejo você na forma de uma lata de coca cola. Vou até o freezer e te pego com a mão cheia. Te bebo, te saboreio, te sinto em todo meu ser. O açúcar circula no meu sangue faz minha energia aumentar. BUUUUM!! No meu cérebro explode hormônios do prazer, simulacro do amor que eu sinto por você. Da impossibilidade do desejo é que nasce arte. Se eu tivesse agora entre suas pernas não estaria escrevendo e você não seria eterna nas minhas palavras. Ou seja, estou mais próximo do eterno do que de ti mas sou mais intenso que o sol que beija sua pele pela manhã quando você abre a janela para sair. Tenho medo de ser teu Dionísio por isso nos transformo em personagens para que toda essa energia não seja em vão. Para que pelo menos eu consiga dormir.
Medium
submitted by luvdeluxe02 to rapidinhapoetica [link] [comments]


2019.11.03 18:09 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Quinquagésima Segunda Semana (Com fotos de antes e depois no final)

“Now I live here
I'm no more a stranger
And my mind is
Free of hate and anger
I can tell you
My life was just an empty hollow
I can stay here
There is no more sighin'
And I found out
What makes sense to try it
I can tell you
My life was just an empty hollow
An empty hollow”

Cinquenta e duas semanas que mudaram a minha vida. Cinquenta e duas semanas da maior aventura que já embarquei, cheia dos causos que povoam meus relatos semanais. Claro, nem todos são felizes, mas agora há cor onde antes apenas o cinza brilhava. Há lágrimas. Lágrimas de tristeza, sim. Perdas são inevitáveis e rompimentos, necessários. Contudo, há lágrimas da mais pura e incorruptível alegria de viver. A felicidade de quem enfim se encontra dentro de si e pode sorrir por apenas existir.
De uma certa forma eu sempre soube, porém sempre me faltava a coragem de dar o salto de confiança. Assumir os riscos. Eu sempre muito acuada no meu quadrado. Na minha zona de conforto. Na minha zona de treta. Ninguém podia entrar. Nem mesmo a esposa de mais de década. Medo, muito medo. Ainda mais com todo o tumulto político perante a eleição de um monstro neofascista. Teria eu finalmente me encontrado e me aceitado apenas para morrer na ignomínia? Uma travesti cuja lápide ainda carregava seu nome morto?
Coragem movida pelo desespero. Ela mesma colou o primeiro adesivo nas minhas costas naquele fatídico dia 29 de outubro de 2018. A ternura de um amor que se reencontra na adversidade. Despido dos erros de outrora. Enfim, um recomeço. Quem sabe dessa vez viria a puberdade correta? Ansiedade. As primeiras semanas repletas da procura incessante por mudanças, por menor que fossem. Muita observação. Muita introspeção. Como boa cientista, comecei a tomar medições de tudo. Controle. Onde estaria o meu progresso? Será que aquela pontada no peito era o começo? E aquela dor de cabeça, significava que o tratamento estaria funcionando? Não via a hora do tempo passar. Queria me enxergar plena no reflexo do espelho. Peitos, cintura e bunda. Mas por ora só restava aquela face com a sombra da barba de outrora.
Precisava me acalmar e aproveitar a viagem. Afinal, pela primeira vez na vida, o tempo estava a meu favor. Era esperar os remédios fazerem seu efeito. Não que tenha sido fácil. Está sendo uma briga bioquímica e tanto subjugar a minha testosterona e abrir caminho para o estrogênio fazer a sua revolução. Os resultados, entretanto, inegáveis.
Primeiro vieram as famigeradas mudanças emocionais e psicológicas. As lágrimas que anteriormente conseguia contar nos dedos de uma mão quantas vezes vertera, tornaram-se companheiras constantes. Sentimentos e sensações ganharam nuances tão impensadas, que precisei de um dicionário. Terapia e esposa e amigas que já passaram por isso foram fundamentais. Estava me reinventando. Despindo-me de toda a ilusão que criara ao longo de duas décadas e meia para me adequar ao inadequável. Encontrando-me em meu centro. Exigindo respeito. Demandando o meu lugar. Sem, contudo, sobrepor-me ao de outrem. Não sou especial, apenas mais uma na fila da felicidade. Paradoxos de quem fora criada por filhos de Narciso. Um baita aprendizado. Humildade e empatia. Desemaranhamento emocional. Brilhar por mim mesma. Aos poucos a raiva que me servia de constelação guia desvanecendo. Em ascensão apenas o amor próprio que agora podia compartilhar.
Fisicamente, as coisas foram mais lentas. Demasiadamente vagarosas, para alguém tão sem paciência quanto eu. Outro grande aprendizado. Acho que o primeiro grande choque foram com os cheiros. Não apenas o meu mudou, mas, assim como os sentimentos, eles ganharam toda uma nova profundidade. A pele mudou em sua textura. A cada dia ganhava mais o toque que tanto me impactou ao encostar na mão de minha esposa pela primeira vez há quinze anos. A força sumiu. Os contornos do rosto mudaram. Maçãs bem mais proeminentes e um sorriso cada vez mais presente. Os olhos maiores e mais cheios de vida. Os peitos doíam, mas custavam a crescer. Primeiro foram as pontadas e choques. Depois vieram as coceiras incessantes, que até hoje me acompanham. Após um ano, sua presença apesar de ainda tênue é inegável. A cintura também aos poucos afinou, bem como os quadris cresceram, mas o que mais me chocou até agora foi a recente diminuição da minha caixa torácica.
Um ano. Parecia que nunca chegaria nesse estágio. O tempo passa devagar para quem espera ser. Mas esse momento chega e junto com ele uma certeza de estar no caminho certo. De olhar e se reconhecer. De se achar bonita. De se sentir querida. Amada. De estar plena consigo. Conheci muitas pessoas maravilhosas nessa jornada. Muito mais do que as que perdi para a intolerância, para a homofobia, para a transfobia. Sou deveras sortuda. Uma metamorfose que ainda incompleta aguarda as surpresas de uma vida que agora possui um significado. Não sou mais um estranha em mim mesma. Muito prazer em me conhecer Gabrielle.

Uma excelente semana a todes!
Beijocas!
Gabi
p.s.: Os relatos das semanas que estão faltando virão em breve, estou meio atrasada. Este, contudo, não podia deixar de ser postado na semana correta.
Meu antigo eu brindando o meu futuro desabrochar.
submitted by ankallima_ellen to transbr [link] [comments]


2019.09.07 14:37 TaoQingHsu Capítulo 11: Dar refeições se transforma em vitória

(Capítulo 11) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda
Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 11: Dar refeições se transforma em vitóriaO Buda disse: “Dar cem refeições a pessoas más não é tão bom quanto dar uma boa refeição a uma pessoa;dar mil refeições a boas pessoas não é tão bom quanto dar uma refeição para uma pessoa que obedece aos cinco preceitos;dar refeições a dez mil pessoas que obedecem aos cinco preceitos não é tão bom quanto dar uma refeição a Srotāpanna;dar um milhão de refeições a Srotāpanna não é tão bom quanto dar uma refeição a Sakridāgāmi;dar dez milhões de refeições a Sakridāgāmis não é tão bom quanto dar uma refeição a Anāgāmi;dar cem milhões de refeições Anāgāmis não é tão bom quanto dar uma refeição a Arhat;dar dez cem milhões de refeições de Arhats não é tão bom quanto dar uma refeição a Pratyeka-buddha;dar dez mil milhões de refeições de Pratyeka-buddha não é tão bom quanto dar uma refeição a um Buda do Terceiro Mundo;dar mil trilhões de refeições de três mundos de Buddhas não é tão bom quanto dar uma refeição a uma pessoa que está em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar ”.
Dar refeições aos outros se transforma em vitória; a vitória não é sobre os outros, mas para nós mesmos. Se dermos refeições a cem pessoas más, o que fizemos foi ajudá-las a fazer as coisas más. Isso significa que fazemos as coisas más indiretamente. Não é a vitória, mas a perda da nossa vida e do nosso espírito.
Pelo contrário, se dermos refeições a mil pessoas boas. O que fizemos foi ajudá-los a fazer as coisas boas. Isso significa que fazemos as coisas boas diretamente. É a vitória para aumentar a felicidade pela nossa vida e pelo nosso espírito. As pessoas acima mencionadas são as pessoas que não aprendem o Buda e não praticam o Tao. Mas isso não significa que eles não sejam boas pessoas. Se aprender o Buda e se praticar o Dao ou não, não está relacionado a se a pessoa é boa ou não. Se uma pessoa má pudesse arrepender-se de sua falta, tivesse o coração de compaixão e desejasse alcançar o estado de Buda, ele também poderia aprender o Buda.
Se uma pessoa aprendesse o Buda, ele seria ensinado a obedecer aos cinco preceitos no primeiro trabalho de classe. Aqueles que são aprendizes de Buda, mas não monge ou freira budista, são necessários para obedecer aos cinco preceitos. Uma pessoa boa não obedece necessariamente a esses cinco preceitos. Mesmo não sendo o aprendiz de Buda, também podemos obedecer aos cinco preceitos automaticamente. Então, quais são os cinco preceitos? É o seguinte: Não matar os outros e não nos matar.Não roubar.Não fazer sexo de maneira inadequada. Isto é, não se prejudique e não prejudique os outros, e respeite um ao outro.Não mentir.Não tomar álcool ou drogas ilegais. É demonstrar que obedecer aos cinco preceitos é a vitória. Como sabemos, tal vitória não se compara a outros, mas a nós mesmos. Oferecer refeições à pessoa que obedece aos cinco preceitos é melhor do que oferecer refeições a mil pessoas boas. É a vitória também.
Srotāpanna, Sakridāgāmi e Anāgāmi são sânscritos e são algum tipo de substantivo. Eles não são limitados em monge ou freira budista. Isto é, eles são usados ​​para identificar o nível de cada aprendiz de Buda. Eles também são mencionados em diferentes escrituras e, às vezes, a explicação para eles é diferente. Em uma palavra, ao aprender Buda, eles ainda estão em níveis diferentes de autoconservação.
Além disso, eles ainda não foram capazes de se libertar do sofrimento, muito menos de ter a capacidade de salvar outros para libertar-se do sofrimento. Por quê? Na virtude, sabedoria e bem-aventurança, o que eles fizeram e o que ganharam não é suficiente. É por isso que eles estão se poupando em esforço, mas não em outros. Também existe a diferença de grau. O grau de Srotāpanna é menor que Sakridāgāmi. E o grau de Sakridāgāmi é menor que Anāgāmi. Mesmo que isso, em virtude, sabedoria e bem-aventurança, eles sejam melhores do que a pessoa que obedece aos cinco preceitos.
Arhat e Pratyeka-buddha foram libertados do sofrimento. Isso também significa que eles conseguiram mais em virtude, sabedoria e felicidade. Mas por que dar a cem milhões de refeições de Arhats não é tão bom quanto dar uma refeição a Pratyeka-buddha? Se alguém quiser atingir o grau de Arhat, eles ainda terão que depender da força da sabedoria e da força de compaixão de Buda; além disso, eles têm que colocar o Dao em prática e então provar o fruto de Dao. Significa que ser Arhat ainda precisa ouvir a lei de Buda e ser ensinado por Buda. Arhat também tem a capacidade de falar da lei de Buda.
Mas aqueles que alcançam o grau de Pratyeka-buddha dependem de si para serem iluminados. Isso significa que eles alcançaram a iluminação da igualdade-sabedoria e a natureza do Buda. Eles também estão em estado de não praticar e não provar. Sendo Pratyeka-buddha não ouve a lei de Buda de Buda, e também não é ensinado por Buda. Eles não falam da lei de Buda. Na sabedoria e virtude, seu grau é mais do que o grau de Arhat. Assim, oferecer uma refeição para Arhat ou Pratyeka-buddha conectaria com eles, para nutrir seu corpo e ajudá-los a alcançar o estado de Buda. Isso também nos ajudaria a semear a semente da sabedoria, virtude e bem-aventurança nesta vida; e os frutos da sabedoria, virtude e bem-aventurança seriam ganhos em nossa vida presente e em nossa vida futura.
É por isso que o budista está mais disposto a oferecer qualquer coisa ao aprendiz de Buda, especialmente àquelas pessoas que são iluminadas na natureza do Buda. Mas isso não significa que o budista não ofereça nada aos pobres. No budismo, é o conceito de que aqueles que estão nos pobres são porque são mesquinhos com o dinheiro e não estão dispostos a oferecer qualquer coisa aos outros generosamente em sua vida passada. Essa é a causa do passado para fazer o resultado presente. Percebendo a igualdade, os pobres também estão tendo a natureza de Buda, no entanto, sua natureza de Buda ainda não foi iluminada. Ou seja, sua sabedoria natural ainda foi coberta, não apareceu. Se nossa sabedoria natural aparecesse, seríamos muito felizes e estaríamos cheios de riquezas. Há duas explicações para o Buda dos Três Mundos, é sobre o tempo e o espaço, o que significa que o Buda viveu no passado mundo / tempo, o Buda viveu no mundo / tempo presente e o Buda viveu no mundo futuro / O outro é destinado ao Buda Sakyamuni no mundo do meio, o Buda Amitabha no mundo ocidental e o Farmacêutico de Buda - luz de vidro no mundo oriental.
O espaço e o tempo são unificados, são um e são ilimitados. Portanto, não importa qual Buda esteja em qualquer momento ou em cada espaço, eles são um. Este conceito é difícil de ser entendido, muito menos de ser experimentado e provado por si mesmo, a menos que o conceito para a linha divisória existente e para a diferenciação de qualquer coisa tenha sido quebrado e eliminado totalmente.
Em nossa cognição, o Buda dos Três Mundos é alguém que deve ser respeitado por nós. Na experiência profunda, o Buda dos Três Mundos não está em nosso exterior, mas em nossa natureza própria. Quando respeitamos o Buda dos Três Mundos, também queremos nos respeitar. Quando oferecemos refeições ao Buda dos Três Mundos, também se destina a oferecer algo para nós mesmos. O Buda dos Três Mundos é unificado conosco. Somos Um. O que é Buda?Quando alguém se ilumina totalmente da sabedoria, liberta do sofrimento e conhece toda a verdade, enquanto isso, não tem mais medo no coração, e também pode usar seu grande poder de bondade e simpatia para salvar todos os seres sencientes, a fim de libertem-se do sofrimento na vida e na morte, chamamos essa pessoa de “Buda” para respeitá-la. Na língua chinesa, chamamos de "Fo" ou "Fu", que é transliterado da palavra chinesa, e sua língua original é do sânscrito.
Agora temos uma pergunta. O acima mencionado mencionou que o Buda dos Três Mundos é unificado conosco e nós somos um. Por que não somos Buda? Esse não é o problema do Buda dos Três Mundos, mas o nosso. É porque o nosso coração interior não está no reino de Buda. Isso também significa que ainda não alcançamos o estado de Buda.
Então, dar refeições ao Buda dos Três Mundos é mais vitória; é porque é difícil para nós oferecer refeições para eles. Se tivermos a oportunidade de oferecer refeições a eles, isso também significa ter mais chance de nos libertarmos do sofrimento e ter a chance de ganhar mais virtude, sabedoria e bem-aventurança, e ter a chance de alcançar o estado de Buda, devido à O Buda dos Três Mundos nos daria sabedoria e compaixão, nos ensinaria o budismo e como ser iluminado. É por isso que oferecer refeições ao Buda dos Três Mundos é uma vitória especial. Já é uma vitória tão especial. Por que doar milhares e milhares de milhões de refeições de Budas Três-Mundiais não é tão bom quanto dar uma refeição a uma pessoa que está em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar?
Nenhuma moradia significa não se apegar ou não depender de nada. Uma pessoa que está em estado de não pensar, sem morada, sem praticar, e sem provar que nós já mencionamos e explicamos no capítulo 2 (Capítulo 2). Uma Breve Conversação sobre a Escritura de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda.
Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindoO Buda disse: “Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam o desejo, removem o amor, reconhecem a fonte do seu próprio coração, alcançam o princípio profundo do Buda, percebem a lei do não fazer, nada está sendo ganho por dentro, não tem nada sendo exigido do lado de fora, não prenda o Tao no coração, nem colete o carma, não tenha pensamentos, não faça, não seja praticante, não seja provado, não experimente o níveis sucessivos, mas atingem o estado mais alto de todos, são chamados de Tao. ” Se não entendermos o budismo, podemos entendê-lo erroneamente, e pensar que tal pessoa não é útil, é um perdedor. Não, absolutamente não é assim. No budismo, aqueles que poderiam estar em estado de não pensar, sem morada, sem praticar e sem provar estão atingindo a sabedoria superior, estão ganhando a maior virtude e bem-aventurança. Ou seja, sua conquista é maior e quase perto ou no topo.
Poderíamos pensar que aqueles que estão em estado de não pensar, não morar, não praticar e não provar são outra pessoa, porque dar refeições a eles é melhor do que dar refeições ao Buda dos Três Mundos. Se pensamos assim, está totalmente errado.
Se todas as doações mencionadas não pudessem nos fazer atingir o estado de Buda, essa doação não é quase um significado para nós. Algumas pessoas imprudentes que oferecem refeições aos outros querem apenas obter mais riqueza. Se temos esse pensamento, o reino do nosso coração é muito limitado e muito pequeno. Então, toda a doação mencionada acima é para nos ajudar a alcançar o estado de Buda. Isto é, é o significado muito importante para nós. Se entendermos profundamente o budismo, poderemos descobrir que tudo o que ele mencionou não é outra pessoa, mas nós mesmos. O que o mencionado no budismo parece outra pessoa. Mas, na verdade, isso significa nós.
Aqueles que estão no estado mencionado são mais elevados em virtude, sabedoria e bem-aventurança. Eles estão quase no estado de Buda. Contudo, tal pessoa é muito rara no mundo. Se pudéssemos ter a chance de oferecer uma refeição para eles, é a vitória mais especial. Por quê? É porque tal pessoa alcançou o estado de um, para unificar-se com o Buda dos Três Mundos.
Enquanto isso, isso também significa que se pudéssemos ter uma chance de oferecer uma refeição para eles, poderíamos ter a chance de estar em tal estado, conectando-nos e aprendendo com eles. Além disso, finalmente poderíamos ser também aquele em tal estado. Tornar-se atingido pelo estado de Buda é muito nobre e vale a pena ser respeitado pelo ser todo senciente; É por isso que oferecer refeições a essa pessoa é a vitória mais especial. Em uma palavra, oferecer refeições para os outros é oferecer refeições para nós mesmos. Proporcionar algo aos outros é nos apoiarmos. Este é o princípio da igualdade no budismo. O que a conquista, a virtude, a sabedoria e a felicidade que eles alcançaram nos ajudaria a ser o mesmo com eles. Inglês: (Chapter 11) A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
https://po-bvlwu.blogspot.com/2018/10/capitulo-11-uma-breve-conversa-sobre.html
submitted by TaoQingHsu to u/TaoQingHsu [link] [comments]


2018.12.29 02:53 lucius1309 SANIDADE MENTAL

ela tinha um jeito louco de me convencer a fazer algumas insanidades, tais quais eu relato abaixo: ir em shoppings lotados, comprar coisas que não precisávamos, me obrigando a sair de casa, dizendo coisas como "vamo logo amor, senão o shopping vai ficar cheio"... como se nunca estivesse. eu ia porque ela pedia pra eu ir. ou como da outra vez em que ela me fez ir num evento da família dela, e me fez cumprimentar a todos, como se eu fosse uma porra de uma pessoa normal que adora esses eventos (malditos), e não tivesse problemas pra me socializar. ou quando ela disse pra mim que eu precisava diminuir com a bebida porque aquilo tava me fazendo mal, e eu, no auge da minha insanidade alcoólica só pensava "beleza, espera isso sentada, eu quero mais é que tudo se foda." meu desejo principal era sempre de ver o circo pegar fogo e ir até as últimas consequências. e se eu morresse? bom, aí sim o objetivo real teria sido alcançado. aliando meu sentimento auto destrutivo com a vontade dela de morrer, éramos um bom casal, excelente eu diria. numa noite eu estava trancado em casa e com vontade de sair, sair pra encher a cara e mostrar meu pau pra estranhos que eu encontrasse na rua, logicamente, então eu simplesmente saí quando ela foi tomar banho e voltei quase 3 dias depois, e nesses 3 dias mantive o telefone fora de área. eu nem pra dar uma satisfação como um homem deve fazer (e na real, eu tava longe de ser um homem nessa época), algo do tipo "benzinho, saí pra beber e usar drogas de maneira desenfreada, não me espere acordada.", mas não, nem pra isso eu servia. e quando eu chegava em casa, era sempre a mesma discussão, e a gente quase se matava muitas vezes, o esporte preferido dela era atirar as coisas em mim, qualquer objeto que estivesse próximo, e eu só gritava "HEY SUA PUTA, ESSE COPO FOI PRESENTE DO MEU PAI!" e ela retrucava "AINDA BEM QUE QUEBROU ENTÃO, ODEIO AQUELE PUTO!" e mesmo assim, às vezes até no mesmo dia, metíamos como dois animais no cio, o que tornava tudo um pouco mais aceitável. sexo de reconciliação é, e sempre será, o melhor sexo. não estou aqui batendo nessas teclas a toa não. tudo sempre tem um propósito perante Deus, Buda, Alá, Krishna ou qualquer outra divindade que você acredita (ou deixa de acreditar). por mim não faz muita diferença o que os outros têm pensado de tudo que fiz, passei, ou do que sou atualmente. da minha vida pacata. tive um Natal bem apagado e Ano Novo deve ser a mesma coisa. hoje eu evito relacionamentos como o que citei acima, por isso prefiro ser um cara mais sozinho. e não tem sido ruim, tô me adaptando bem a essa solidão. afinal de contas, as teclas estão sempre por aqui, e estarão sempre por aqui, não importa o que aconteça. o cheiro do sucesso é sentido de longe por lobos ferozes que querem os nossos pescoços quando simplesmente damos um ar de todo o tradicional fracasso. como se um lapso de vida pudesse apagar um histórico longo de sofrimento. como se anos pudessem ser esquecidos em meses. porra, a gente sabe que isso não dá. não dá e pronto cabou. talkey? perdoem a piadinha com nosso futuro presidente. prometi nunca falar de política em texto nenhum. e não é agora que vou burlar isso. como eu tava dizendo, baixei até a porra do Tinder e nem ativei. aí apaguei de novo. quero dizer que isso dá muito trabalho, e que me reservo a investir meu tempo e dinheiro numa conta do Spotify, uma pizza com borda recheada, teclas num notebook barato e um pouco de sanidade mental. como se eu, agora, pudesse controlar alguma coisa. como se o fogo estivesse sendo apagado aos poucos. não está. continuo sendo o mesmo cabra fudido emocionalmente de sempre, completamente despreparado, inseguro e prepotente, talvez não tão arrogante, mas longe de ser um completo humilde. meus textos não salvam o mundo, acho que nunca salvaram, e agora eu desisti de toda essa porra bonitinha. estou aqui apenas pra relembrar dores passadas e pensar no que tô fazendo com a minha vida. textos altamente desconexos, exalando podridão e sem aparente significado. sem métrica, sem seguir regra nenhuma, apenas sendo batidos. vou tentar focar novamente... antes as pessoas e principalmente as mulheres tinham uma habilidade muito forte em mim, a habilidade de me induzir a fazer coisas que eu jamais queria fazer. mas de uns tempos pra cá, eu comecei a simplesmente dizer "NÃO", virar as costas e vir pra minha casa, ou não sair dela, e me libertei de uma maneira tremenda. é muito gostoso fazer aquilo que se quer fazer, porque se a gente for colocar na balança, a gente já perde tempo demais fazendo coisas que não queremos fazer: pagar contas, tirar a barba, trabalhar, pegar trânsito/transporte público, ir aos correios, ouvir pessoas odiosas falar coisas que odiamos, etc etc etc. a lista é longa. eu tô tentando encurtar a lista, e para isso comecei a recusar estar entre pessoas. tem funcionado. ... uma noite eu tava em casa e tava louco por uma companhia, eu tava chapando de ficar sozinho, não sei exatamente porque, não sei como, só sei que tava, e foi nessa hora que olhei pros lados e vi que não tinha amigos, nem pessoas que se importavam de verdade comigo, me senti mal na hora, permaneci sozinho, mas depois me bateu uma sensação de alívio em saber que todas as outras pessoas se sentem sozinhas, mesmo estando, na maioria do tempo acompanhadas. e pensar nisso me fez muito bem. tão bem que no dia seguinte eu saí de casa pra ir ao mercado, sorri pra atendente e não reclamei do preço do coxão mole, desejei a ela "bom dia", saí dali e torci pra ela chegar em casa e assistir a novelinha dela em paz, sem ter que fazer janta pra ninguém ou cuidar dos pestinhas de 8 e 10 anos de idade. pois a liberdade dela era tão importante quanto a minha. e quanto maior fosse a dela, maior seria a minha. o dia ganhou sentido sem que eu fizesse muito esforço. e isso me manteve estável mentalmente por semanas. e isso é mais gratificante do que ganhar na mega, ou comer aquela amiga gostosa. ao menos é pra mim.
submitted by lucius1309 to desabafos [link] [comments]


2016.07.23 22:27 EP-GHERAMER LIVRE-ARBÍTRIO

Quando Benjamim tomou consciência de que tinha a possibilidade de tomar decisões seguindo somente seu próprio discernimento e que a confiança excessiva em si mesmo era a raiz de todos os males que o afligiam, deu o primeiro passo para a própria liberdade. Este sim, ele acreditava ser um pilar indispensável para que pudesse livrar-se do absurdo desespero em que havia se tornado sua existência. Às condições sob as quais vivera até então, não lhe permitiram ser um homem livre, pois, suas escolhas não eram verdadeiramente suas. As pessoas, incluindo a si mesmo, são treinadas, educadas ou mesmo forçadas a aceitarem um determinado conceito de liberdade e se contentavam relativamente bem diante da servidão, em vez de quererem ser verdadeiramente livres; permaneciam com aquilo que sempre conheceram, temendo que qualquer modificação pudesse apenas piorar as suas condições de vida. Benjamim via na sociedade o espetáculo em que todo tipo de deboche é apresentado como se fosse “moderno” e “livre”. O indivíduo completamente depravado e viciado considera-se livre, puramente porque a lei não proíbe o seu estilo de vida, pois, esta mesma lei lhe dá a liberdade de deixar-se escravizar. E isso nada tem a ver com a liberdade autêntica. A presunção de conhecer o Bem e o Mal tornou o homem cativo da mortalidade. A liberdade genuína está diretamente ligada à verdadeira imortalidade. Acreditava que essa situação pode ser revertida. Ele sabia que um importante elemento da liberdade é a capacidade de ter uma genuína escolha livre. Entretanto essa escolha não deve ser somente entre poderes ou forças externas, mas deve envolver o íntimo do próprio indivíduo. Por outro lado, talvez lhe fosse dada a oportunidade de escolher o Bem, por exemplo, mas, se ele mesmo estiver escravizado pelo mal, será forçado, por compulsão íntima a continuar escolhendo o mal. Teria feito uma aparente livre escolha, mas já havia se decidido, mediante fatores subjetivos. Sua presunção é um fator importante em tudo isto, visto que leva o homem a perder sua capacidade de vontade livre. Assim, o homem escolheria livremente o mal, mas não o bem, pelo que não o escolheria mesmo. A liberdade de escolha do homem confere-lhe uma posição especial no universo, acima de todas as demais criaturas. Benjamim acreditava que a fonte da liberdade na vida estava no poder libertador do elemento místico – a relação do homem com Deus - para solucionar, de uma vez por todas, a questão da potencialidade humana. A liberdade e o que se segue (a responsabilidade) é uma das principais características da existência humana. A liberdade não somente existe, mas também é inevitável e, infelizmente, com frequência, mostra-se desastrosa. Nem sempre a liberdade leva à bondade e ao benefício. O homem espiritual encara a missão de Cristo, ou a bondade de Deus, como garantidoras de um bom resultado, porém, os homens presos a doutrinas religiosas vê um mundo pessimista misturado em meio a uma liberdade indefinida e sem sentido – e cheio de culpa. É ilusão pensar que a essência do controle de toda a vida social e pessoal do homem é a submissão de todos, salvo um punhado, a uma autoridade humana sobre a qual não pode existir restrição alguma. Quem possui um caráter fraco sempre vive escravizado por sua presunção, por mais que declare, em altos brados, a sua liberdade, que é falsa. O caráter espiritual, e não o religioso, é que leva os homens a escolherem a bondade e a retidão, bem como à liberdade genuína. Benjamim não era ingênuo. Ele tinha consciência de que ninguém é inteiramente livre, mesmo sob circunstâncias ideais, visto que precisa viver em uma comunidade, cedendo aos direitos e desejos de outros seres humanos. Antes de tudo, quem é livre é livre na mente e, em seguida, nos atos e nas condições. Para ele, era patente que o grande adversário da verdadeira liberdade é a presunção de possuir o conhecimento de modo absoluto, o que resulta na sua degradação, porquanto o homem que é escravo de desse sentimento não é livre, sendo antes um cidadão dos poderes ligados ao mal. A liberdade espiritual é mais importante que a liberdade pessoal e a política. Embora a presunção tenha embotado a capacidade do homem de fazer escolhas, de tal modo que é verdade que ele escolhe facilmente o mal, ao passo que só dificilmente ele escolhe o bem, também é verdade que o homem pode escolher, realmente, o bem. E só será uma pessoa responsável se o fizer. O homem é capaz de fazer escolhas entre o bem e o mal, desde que para isso seja capacitado pelo elemento místico; o Espírito de Deus se posta ao lado do homem liberto da presunção de tudo saber, quando vê a mais tênue reação favorável ao bem. O homem é um ser criativo. Os sistemas religiosos têm dado pouco valor ao ser humano, referindo-se a ele como um verme, totalmente depravado e impotente. Porém, a experiência humana não concorda com essa avaliação. De fato, as evidências demonstram que o homem não somente é capaz de fazer livre escolha, mas também é criativo, que pode transformar tanto a si mesmo quanto ao seu meio ambiente e ao seu destino. Até onde Benjamim era capaz de ver as coisas, essas são qualidades que o ser humano possui, devido ao fato de haver sido criado segundo a imagem de Deus. O poder libertador da relação com Deus na vida do homem soluciona de uma vez a questão da potencialidade humana. Apesar do egocentrismo do homem, importante aos seus próprios olhos, preocupado somente consigo mesmo, autoindulgente e justo perante seu próprio conceito, também é objeto do amor universal de Deus e da missão todo-poderosa de Jesus. Esses elementos divinos vencem a todas as possíveis barreiras humanas. Considerar todos os homens por causa da má escolha do primeiro Homem, sem qualquer recurso provido pelo Senhor é perder inteiramente de vista o significado da missão de Cristo. Essa missão tem um alcance universal, na terra e em qualquer outro lugar. Mas, um sistema religioso fecha qualquer dessas portas. Não obstante, sabemos que apesar dessa capacidade, oferecida por Deus, mediante a missão de Cristo, muitos acabam mesmo preferindo o mal. Mas, há aqueles que nunca se deixarão conquistar. O sistema religioso legalista, baseado em doutrinas humanas, aponta para a santidade, mas não tem a capacidade de produzi-la. O ser humano tem necessidade de ter liberdade suficiente para libertar-se de seu egoísmo e, só então, poder amar e servir ao próximo.
EP. Gheramer
submitted by EP-GHERAMER to literatura [link] [comments]